SÍNDROME DA DOR FEMOROPATELAR OU CONDROMALÁCIA PATELAR.

SÍNDROME DA DOR FEMOROPATELAR OU CONDROMALÁCIA PATELAR.
5 meses atrás

A Síndrome da dor Femoropatelar ou Condromalacia Patelar, popularmente conhecida como “dor anterior no joelho”.  Consiste em uma lesão ou desgaste da cartilagem da patela, cujo principal sintoma é a dor na região frontal do joelho associada à dificuldade de executar movimentos específicos, como ajoelhar, subir e descer escadas, pular, permanecer sentado por longos períodos, entre outros que exijam flexão e extensão do joelho. Sua incidência é maior em jovens esportistas principalmente mulheres por fatores neuromusculares, hormonais e estruturais.

A síndrome Femoropatelar é causada por um funcionamento anormal da patela. Durante movimentos de flexão e extensão do joelho, a patela não desliza corretamente, causando uma fricção. A cartilagem da patela, que é uma substância lisa e que permite o deslizamento da patela sobre o fêmur, se irrita e provoca dores.

Causas:

Sua etiologia é multifatorial, sendo a hipótese mais aceita para o seu desenvolvimento o mau alinhamento patelar entre outros como:

Alterações no alinhamento postural dos membros inferiores;

Fraqueza ou encurtamento muscular;

Uso de calçados inadequados;

Corridas em terreno irregular;

Fraqueza da musculatura do quadril;

Excessiva adução e rotação interna do quadril;

Falta de alongamentos, fatores genéticos entre outros.

Principais Sintomas:

Dor no joelho durante o esporte (corrida, tênis, ciclismo, futebol, etc.);

 Dor ao descer as escadas;

 Dores ao permanecer sentado por muito tempo;

Dores na frente do joelho ou na cavidade do joelho;

Sensação de bloqueio ou instabilidade do joelho;

 Estalos e sensação de ruídos no interior do joelho.

Havendo algum desses sintomas, um exame físico deve ser realizado pelo médico especializado (fisioterapeuta ou ortopedista), de modo a avaliar prováveis insuficiências de partes moles, acometimento de estruturas articulares, além de fatores que afetem a força e o alinhamento articular, para indicação do melhor tratamento a ser realizado.

Prevenção:

A prevenção é sempre o melhor método, os mais recomendados para essa Síndrome são:

Alongamentos para melhorar a flexibilidade muscular;

Evitar aumentos súbitos no volume de treinamentos;

Exercícios de coordenação, correções de vícios e postura;

Treinamentos em superfícies de menor impacto;

Aquecimento e fortalecimento muscular;

Uso de tênis adequados para reduzir o impacto;

Não sobre carregar o corpo com cargas exageradas e repentinas.

Buscar diagnóstico e tratamento adequado;

Tratamento:

O tratamento pode ser conservador, baseado em técnicas de fisioterapia, e para alívio da dor, recursos como o laser, gelo, e terapia combinada.

O tratamento mais convencional consiste no uso de gelo, especialmente pós-atividade, exercícios e fisioterapia para fortalece e alongar o quadril, posterior da coxa, panturrilha e banda iliotibial.

Tratamento cirúrgico:

Em casos mais complexo e grave a cirurgia pode ser indicada.

Quando ocorre a condromalacia, que é o desgaste da cartilagem retropatelar na parte posterior da patela, o procedimento realizado é artroscópico, minimamente invasivo. Infelizmente a condição pode voltar após a cirurgia.

Referências:

Souza CA, et al. Principais lesões em corredores em diferentes tipos de provas. Revista Brasileira de Fisiologia do Exercício – Volume 13 Número 2 – março/abril 2014.

Araújo MK, et al. Lesões em praticantes amadores de corrida. Revista brasileira de ortopedia, v. 50, n. 5, p. 537-540, 2015.

https://doi.org/10.1590/S1809-29502013000200006