SÍNDROME DO ESTRESSE MEDIAL DA TÍBIA OU CANELITE.

SÍNDROME DO ESTRESSE MEDIAL DA TÍBIA OU CANELITE.
5 meses atrás

A síndrome do estresse medial da tíbia ou periostite medial da tíbia, popularmente conhecida como “Canelite”, é uma inflamação do osso da canela, a tíbia, ou dos tendões e músculos que estão inseridos nesse osso, é caracterizada por dor e desconforto na perna, provocada por uma tensão elevada no músculo tibial anterior, sendo uma queixa comum entre os praticantes assíduos de caminhadas, futebol, ciclismo, ginástico rítmico e corrida, principalmente os iniciantes que ainda não se adaptaram às atividades, ou aqueles que exageram no ritmo e na intensidade dos treinamentos.

O impacto vertical gerado durante a corrida é aplicado repetidas vezes sobre os membros inferiores podendo levar ao desenvolvimento dessa síndrome, que apresenta como; Canelite anterior (+ frequente), a dor irradia para o lado anterior e lateral da perna;

Canelite posterior á dor irradia para o lado posterior e medial da perna indo até a parte central do tornozelo, manifestando-se geralmente ao mesmo tempo nas duas pernas.

Causas:

Fraqueza ou encurtamento muscular;

Uso de calçados inadequados;

Corridas em terreno irregular;

Excesso de exercícios para perna, pisada errada etc;

Falta de alongamentos, fatores genéticos entre outros.

Vale destacar que em casos mais raros, a Canelite pode se desenvolver como consequência de fraturas, infecções locais ou tumores.

Principais Sintomas:

Dor na canela, bem característica, contínua e progressiva na região medial da perna. No caso de pouco repouso, a dor costuma aliviar, mas piora quando o praticante retorna aos exercícios físicos.

Dor na elevação dos dedos do pé ou durante uma flexão plantar resistida.

Posterolateral: quando a dor surge atrás do osso, na parte inferior e do lado de fora da canela;

Antero medial: quando a dor aparece na parte interna da perna, na região superior à tíbia, logo na frente da canela.

Caso apresente estes sintomas, deve consultar imediatamente um fisioterapeuta ou um ortopedista para fazer exames de diagnóstico, como, exames físicos, raios-X, ultrassonografia ou ressonância magnética, para confirmação ou não da síndrome e dar inicio ao tratamento adequado.

Prevenção:

A prevenção é sempre o melhor método, os mais recomendados para essa Síndrome são:

Alongamentos para melhorar a flexibilidade muscular;

Evitar aumentos súbitos no volume de treinamentos;

Exercícios de coordenação, correções de vícios e postura;

Treinamentos em superfícies de menor impacto;

Aquecimento e fortalecimento muscular.

Uso de tênis adequados e calcanheiras para reduzir o impacto

Buscar diagnóstico e tratamento adequado

Não sobre carregar o corpo com cargas exageradas e repentinas.

Tratamento:

O tratamento pode ser conservador, ou nos casos mais graves cirúrgicos. Tratamento inicial; gelo, fisioterapia e anti- inflamatórios. A recuperação varia de pessoa para pessoa, porém, geralmente a curada ocorre em três semanas.

Tratamento cirúrgico:

Em casos mais complexo e grave, por exemplo, quando ocorre fratura por estresse, o tempo de recuperação é elevado para um mês e meio e podendo ser necessário a cirurgia.

Referências:

Souza C A, et al.  Principais lesões em corredores em diferentes tipos de provas. Revista Brasileira de Fisiologia do Exercício – Volume 13 Número 2 –

https://www.doutoragora.com.br/blog/cuidados-saude/canelite-causas-e-tratamento-para-esse-tipo-de-lesao/.